Game over. Ou restart?

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Quero ter você, sem precisar mudar minha personalidade. Quero poder te ligar, sem você pensar que estou desesperada pela sua atenção. Às vezes, só ligo para passar o tempo. Por que na sua mente masculina ligar é sinônimo de que estou completamente apaixonada e “sem você não sei viver”?

Estou com vontade de falar, vou ligar e foda-se! Pronto, sumiu o cara que mandava mensagem de bom dia, dizendo o quanto eu era linda. Ele sumiu porque eu liguei e contei como foi o meu dia.

Então, imediatamente, recebo o famoso conselho das amigas: não pode dar moral para homem. Você some um tempo e o velho jogo volta a funcionar. Ele liga, você ignora, ele manda mensagem, você não responde. “Opa, amiga, agora ele está apaixonado por você!”

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A verdade é que ele está apaixonado por esse jogo de gato e rato do qual insistimos em participar. A relação dura até você cansar de verdade. Logo, ele se “apaixona” pela próxima mulher “difícil” da academia. Porra, isso é relação de maluco! Quando você gosta de uma pessoa quer falar, compartilhar sua vida, rir e contar segredo. E não ignorar, se fazer de boba ou bancar o coração gelado. Quem disse que demonstrar interesse é errado?

Pqp, queridos homens do século XXI, queimem o manual do cafajeste e voltem a pensar como um homem fofo, estilo Shakeaspeare. Nós, mulheres, não gostamos desse jogo, na verdade achamos tudo isso um saco. No fim, dessa relação só conhecemos um corpo “sarado” e nada mais.

E agora? Palmas para o cafajeste bunda-mole que se apaixonou e jogou tudo fora? Não! Na roda de amigos, ele é o maioral. Sozinho, fica pensando o quanto a vida é vazia e como seria legal ver filme ao lado de alguém. E, na tentativa de suprir essa carência, ele checa a lista de telefones e liga para a próxima vitima, com um papinho mole e dizendo o quanto lembra dela. Pois é, e sempre tem uma desavisada (pra não chamar de outra coisa) que vai correndo fazer a vontade dele. E assim a vida segue…

Até que depois de várias nights, bebedeira e sexo casual, queridinho, você percebe que a pessoa que vai gostar de você, deve te conhecer de verdade e não esse jogador pseudoesperto que cai fora na hora “certa”. Então, você se permite sentir e ligar quando tiver vontade, aceita um cinema, conhece a família e pluft está namorando, feliz da vida e podendo dormir de conchinha sem ser julgado.

É, garota, felizmente, por aí está cheio de caras legais que já se tocaram que sinceridade é o melhor negócio. Só falta você perder o medinho e mostrar a chata, ciumenta e apaixonada que existe em você (e nele também). A decisão é sua: continuar sendo peça de jogo ou se tornar mulher e dar as cartas de uma vez.

MK

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2 comentários sobre “Game over. Ou restart?

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