1977 – 2017: Entre rosas e lutas, respeitem as MULHERES

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Antes da semana acabar e tudo voltar a normal, mulheres serem desrespeitadas, cantadas grosseiras e a falta de respeito imperar. Leia esse texto.
Alguns homens que postaram mensagens de parabéns e ofereceram flores, físicas ou virtuais, a suas esposas, amigas, conhecidas, parentes e afins, são os mesmos que dizem que elas estão de “mimimi” quando falam em feminismo, são eles que reclamam que a saia está curta ou criticam a mulher.

Essa semana passou por mais um 08 de março em que a mulher não teve o que comemorar. Pelo contrário, elas tiveram que exigir ainda mais direitos.  Comparando o dia da mulher de 2017 com o de 2010. Parece que a maioria deixou de comemorar com flores e chocolates. Será que as mulheres resolveram ficar mais chatas de alguns anos para cá?

Só ter direito ao voto não foi o suficiente. A cada onze minutos, uma mulher é estuprada no Brasil. A cada cinco minutos, uma mulher é agredida no Brasil. A cada duas horas, uma mulher é morta no Brasil. Os dados são de 2015, mas sejamos realistas, se mudou alguma coisa, mudou muita pouca coisa. Quiçá mudou até para pior, infelizmente.

O (ex) goleiro Bruno que não quis pagar pensão, sequestrou, matou e esquartejou uma mulher, foi solto e vira e mexe lemos discurso na internet justificando o fato dele ser um bom profissional, pessoas querendo selfies com um assassino e defendendo um ser humano desse porte.  Ou seja, o que comemorar no Dia Internacional da Mulher esse ano? Frases lindas, rosas vermelhas, não servem para nada, se a figura feminina não for RESPEITADA. Sou grande admirador das mulheres. São tantas mulheres incríveis que provam que não foram apenas educadas para cuidar e servir. Ser objeto? Ser do lar? Jamais! A mulher é alguém também. Chega do discurso machista que ouvimos por aí. Ouviu senhor presidente.

As mulheres não precisam nem de parabéns, dito por obrigação. Não precisam de descontos em lojas, de ganhar chocolate do chefe e muito menos de serem vistas como especiais e maravilhosas, nesse dia. Foi um dia de LUTA, foi uma GREVE. E o pior é pensar que quase nada mudou. O que nossas damas precisam é de salários iguais, de ser representada e respeitada, de menos julgamento e violência. De não precisar lutar para ter igualdade. Elas querem sim ser amadas, serem felizes, mas o que elas precisam ainda mais é de um lugar onde o feminismo não seja mais necessário. E aí sim, elas serão ainda muito mais macho que muitos homens.

Delduque Avelino | Gabrielly Vasconcellos

MK

 

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