Capitã Marvel e a importância das super-heroínas

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A heroína mais forte da atual fase do Universo Cinematográfico da Marvel chegou aos cinemas brasileiros no dia 7 de março deste ano. Capitã Marvel se passa em 1996 e conta a história de Carol Danvers (Brie Larson), uma pilota da Força Aérea americana que conseguiu seus poderes a partir da explosão de um equipamento com a energia do Tesseract, a Joia do Espaço (atualmente pertence ao Thanos).

Carol passou seis anos acreditando ser uma Kree, uma raça extraterrestre, e que seu dever era combater os Skrulls com a Starforce, um grupo de elite. Porém ao decorrer do filme, ela percebe a mentira: os Krees a acolheram para usar seu poder contra a raça rival, enquanto esses tinham suas casas e seu planeta destruídos. Por isso, Danvers decide ajudar os Skrulls a acharem um novo lar, prezando sua segurança.

O longa contém cenas de diferentes partes da vida da personagem. Por ser mulher, sempre duvidaram de sua força e capacidade em realizar tarefas que acreditam ser “masculinas”, como pilotar um kart quando criança ou subir em uma corda no treinamento militar.

A atuação de Larson faz o público notar como a Capitã é confiante e poderosa. A produção estreou pouco antes do Dia Internacional da Mulher e foi um ótimo presente. Filmes com super-heroínas são importantes para o empoderamento, principalmente, de crianças e adolescentes. Quando a questionam se consegue controlar suas emoções e poderes, Carol diz uma frase muito significativa: “Eu não preciso provar nada para você”. Assim, o pensamento de que a mulher não deve mostrar seu valor para ninguém, exceto ela mesma, é reafirmado.

A obra é um exemplo do Teste de Bechdel, no qual os critérios consistem em existir duas personagens femininas, elas conversarem entre si sobre qualquer assunto, menos homens. Uma conversa com Maria Rambeau, uma grande amiga da Capitã Marvel, pode atestar o cumprimento dos requisitos do teste.

O que também é interessante na obra é a falta de um interesse amoroso para Danvers. Ela é corajosa, independente e sua motivação é salvar uma raça inteira do extermínio. Gal Gadot, a Mulher-Maravilha, parabenizou Brie pelo filme. O apoio da amazona foi uma lição de sororidade. É possível interpretar a partir das ações de Carol que as meninas não precisam de poderes para serem heroínas, é necessário somente ajudar o próximo. O cinema precisa de mais mulheres como personagens principais, contribuir para acabar com a ideia de rivalidade entre elas e, mais ainda, de pessoas que as apoiem.

Bruna Nunes
MK

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