O encerramento de uma era em “Vingadores: Ultimato”

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O último capítulo da terceira fase do Universo Cinematográfico da Marvel finalmente estreou. Em Vingadores: Ultimato, os heróis tentam levar a vida após Thanos (Josh Brolin) matar metade de todas as criaturas vivas do universo. Assim, Steve Rogers passou a participar por terapias em grupo para ajudar pessoas a seguir em frente. Ao mesmo tempo, buscam o Titã Louco para restaurar o estrago com as Joias do Infinito. Quando descobrem que tinham sido destruídas, pensam estar sem saída. Cinco anos depois, o Homem-Formiga aparece para ajudá-los.

Scott Lang (Paul Rudd) ficou preso no reino quântico no final de Homem-Formiga e a Vespa e voltou graças a ajuda de um pequeno rato em sua van. Ao saber o que tinha acontecido, Scott encontra os heróis sobreviventes e, a partir da ciência que o permite mudar de tamanho, eles decidem criar uma forma de viajar no tempo (ficar tão pequenos que quebrariam as barreiras do tempo) e impedir Thanos. Para isso, entram em contato com Bruce Banner (Mark Ruffalo).

Entretanto, Banner está um tanto diferente quando é mostrado na tela: tinha o corpo do Hulk, mas com as feições mais parecidas com Bruce. Com isso, o Professor Hulk dos quadrinhos ganha vida no cinema. Mais inteligente, o gigante verde assume ter apaziguado a batalha entre Banner e Hulk, agora formando apenas uma pessoa. É interessante ver o desenvolvimento do personagem, iniciado em Thor: Ragnarok, ao deixar para trás a raiva insana e conseguir falar de maneira articulada.

A lógica para a teoria de viagem no tempo proposta em Ultimato, como explicado na produção, não tem nada a ver com De Volta Para o Futuro. A mudança dos fatos do passado não altera o presente, o que pareceu um pouco sem sentido, pois como a consequência de algo que não aconteceu ainda pode existir? Porém, o questionamento não atrapalha o andamento do longa, na verdade, essa maneira permite toda a história acontecer.

O quarto filme dos Vingadores mostra também os efeitos psicológicos causados pela luta com Thanos no capítulo anterior. Thor (Chris Hemsworth) e Clint Barton (Jeremy Renner) parecem ser os mais afetados. O deus do trovão tinha medo em ouvir até o nome do Titã. No início, recusou veementemente a proposta de ajudar os outros heróis, concordando apenas por uma oferta envolvendo cerveja. Embora, possa parecer engraçado, é lamentável vê-lo tão apreensivo. Já Barton se tornou um justiceiro. Uma das melhores cenas acontece quando Clint está prestes a matar um homem em Tóquio e a conversa entre os dois não possui cortes. A câmera muda de direção, indo da esquerda para a direita e vice-versa, mostrando quem está falando em um plano sequência.

Momentos tristes bem como engraçados revelam-se equilibrados. Em filmes anteriores haviam tantas piadas que causavam irritação, mas recentemente têm sido escolhidas sabiamente. Até porque o longa se torna trágico. Duas baixas nos personagens importantes deixam o coração do espectador em pedaços, ainda mais por serem inesperadas. Todos acreditavam que Steve Rogers (Chris Evans) morreria no fechamento da fase três. Porém, Homem de Ferro e Viúva Negra (Scarlett Johansson) são os responsáveis pelas lágrimas derramadas no cinema.

Natasha Romanoff se sacrifica em Vormir para que Clint fique com a Joia da Alma. “O gênio, bilionário e filantropo” morre ao usar a Manopla do Infinito. Mesmo com a armadura, Tony não aguenta o poder das Joias juntas. As duas perdas foram duras de assistir. A segunda é exibida sem música como plano de fundo, portanto o áudio é formado pelas vozes dos atores, intensificando os sentimentos de tristeza e incredulidade.

Thor resgatou o mjölnir quando viajou para o passado, desse modo, a batalha épica entre os heróis e Thanos entregou outro acontecimento inesperado: o Capitão América empunhou o martelo pela primeira vez. Em Vingadores: Era de Ultron, todos tentam levantá-lo, contudo, apenas o soldado conseguiu movê-lo um pouco. Agora tornou-se verdadeiramente merecedor de usá-lo. A Capitã Marvel não foi a peça-chave para o fechamento da história como foi especulado, mas aparentemente foi Scott que salvou o universo com sua ideia de viagem no tempo.

Sem cenas pós-crédito, o que virá a seguir será uma surpresa, com exceção da continuação de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, já confirmada. Os irmãos Russo fizeram um filme mais adulto em comparação com outras produções da Marvel. Com aproximadamente três horas de duração, Vingadores: Ultimato é o fechamento de uma era.  É bem estruturado, amarra pontas soltas ao mesmo tempo em que deixa outras para o futuro do Universo Cinematográfico. O final foi realmente com chave de ouro.

Nota: Mil milhões

Bruna Nunes
MK

 

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