A comédia da Nova República exposta em ‘Rindo à Toa: Humor Sem Limites’

Crítica por Bruna Nunes (Makempi) (1)

O documentário brasileiro “Rindo à Toa: Humor Sem Limites” conta, por meio de
depoimentos, como o humor reprimido na ditadura reagiu com o fim do regime militar.
Músicas, revistas, quadrinhos e vários outros meios foram utilizados para fazer comédia a partir de 1988. A história do Brasil se mistura com a formação de personalidades como os integrantes do “Casseta e Planeta”, por exemplo. Os entrevistados narraram sua trajetória no humor escrachado que surgiu no final dos anos 1980 e seguiu até os anos 2000.

Cláudio Manoel foi o diretor do longa-documentário. A vasta experiência do ator na área é interessante para construir o filme, ainda mais por ter feito parte do movimento em pauta. As imagens alternavam entre fotos e vídeos da época na qual falavam os entrevistados. Músicas lançadas no período, de bandas criadas para propagar letras engraçadas, compõem a trilha sonora.

Evandro Mesquita, Chico Caruso, Regina Casé, Marisa Orth, Miguel Falabella, Luiz
Fernando Guimarães e Laerte foram algumas das pessoas entrevistadas. Grandes nomes
relatam suas memórias com muita naturalidade, levando o público a viajar no tempo mais facilmente. A história é contada de maneira cronológica e coesa para ser entendida o máximo possível, afinal, faz parte da cultura brasileira.

É curioso ver como o cenário da comédia mudou, antes, como explicitado no documentário, os humoristas não tinham filtro, ou seja, qualquer coisa e qualquer um poderia virar piada.

É possível relacionar essa origem com a extrema censura da ditadura. Quando o regime acabou, quem era sempre reprimido podia se expressar livremente. Hoje, o politicamente correto dominou o segmento. Essa é uma das questões discutidas no longa e a mudança é criticada por alguns e defendida por outros.

Os profissionais envolvidos no projeto entregaram um bom retrato de como o país
funcionava. As pessoas que tomaram a frente e agora fazem parte da memória da comédia no Brasil são inspirações para a nova geração. O cinema nacional tem a responsabilidade de mostrar a cultura e “Rindo à Toa: Humor Sem Limites” conseguiu esse feito. Além de ser engraçado, é muito importante para entender melhor o ontem e o hoje da sociedade brasileira.

Bruna Nunes
MK

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