“MIB: Homens de Preto – Força Internacional” traz ainda mais alienígenas e uma agência repaginada

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Os Homens de Preto voltaram às telas do cinema para mais uma aventura intergaláctica. Em “MIB: Homens de Preto – Internacional”, Molly (Tessa Thompson) entra para a agência secreta como a agente M e, junto com o agente H (Chris Hemsworth), precisa manter seguro um membro da realeza de uma raça alienígena. Ao analisarem os acontecimentos, os agentes chegam à conclusão de que existe um traidor na MIB e precisam detê-lo antes que a Terra seja invadida por um grupo de aliens.

O nome “Internacional” dá uma pista de como o filme prossegue: em diferentes países. M e H passeiam por paisagens condizentes com as cidades que apresentam. Os planos, tanto os abertos que mostram o cenário em geral, situando o público no local determinado, quanto os mais fechados, para os detalhes se destacarem e empregar certa realidade às cenas, incorporam a bela fotografia do longa. Além disso, é possível conhecer as culturas de cada lugar à medida que os protagonistas visitam os ambientes.

Tessa e Chris repetem a química apresentada em “Thor: Ragnorok”. Os atores trabalham bem juntos e representam seus papéis com naturalidade. É interessante assistir ao Hemsworth como uma pessoa diferente. Assim como os longas anteriores, algumas críticas sociais estão presentes nos diálogos. Agora, a misoginia é tema de certas piadas em vez de tratarem sobre questões racistas como acontecia no começo da franquia.

Novas tecnologias e novos alienígenas são apresentados na nova aventura dos Homens de Preto, melhorando as aparências e criando novos apetrechos para os agentes. Os efeitos visuais bem executados desses elementos conseguem com que façam parte dos outros componentes das cenas. As coreografias de luta são muito boas, principalmente quando quem está lutando é computadorizado completamente ou em parte. Os movimentos são suaves e levam naturalidade a algo obviamente não natural, como uma mulher de três braços ou criaturas cobertas de pelo azul. A mais legal é a coreografia dos vilões, pois parecem com movimentos de dança e são bem sincronizados.

O elenco conta com outros grandes nomes como Liam Neeson, Rafe Spall, Rebecca Ferguson e Emma Thompson de volta ao papel de agente O, tendo a primeira aparição em “MIB: Homens de Preto 3”. Existem referências aos personagens de Will Smith e Tommy Lee Jones, os protagonistas J e K dos filmes anteriores da franquia. Há ainda uma cena cômica que faz lembrar instantaneamente do deus do trovão do Universo Cinematográfico da Marvel.

As reviravoltas na história dão um gás necessário aos acontecimentos. Quando o ritmo fica lento e um pouco entediante, os momentos inesperados do roteiro fazem o filme ganhar forças para acelerar outra vez. A comédia está presente em quantidades certas para não ficar sem graça com o excesso e nem com partes muito sérias, o tom é o mesmo dos outros três filmes.

O diretor F. Gary Gray entregou uma obra divertida, mas ao mesmo tempo com pitadas de tensão, tornando imprevisível o próximo passo do vilão e como M e H solucionam os problemas. “MIB: Homens de Preto – Internacional” aumenta o universo apresentado nos filmes anteriores e mostra um rumo interessante que deram à agência mais secreta de todas.

Bruna Nunes
MK

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